
Medir o número de pedestres e ciclistas é um primeiro passo crucial.
Mas para que esses dados se tornem realmente úteis para o planejamento, planejamento ou gerenciamento diário, você ainda precisa saber como analisá-los.
Aqui estão 7 dicas concretas — com base em experiências de campo e recomendações institucionais (Bicicleta e territórios, CEREMA, SDES...) e melhores práticas — para aproveitar ao máximo seus dados.
Um dia excepcional pode não ser excepcional... se corresponder a um feriado ou a um evento local. A integração do contexto do calendário (férias escolares, fins de semana prolongados, clima, eventos locais) possibilita a interpretação correta de altos ou baixos.
De acordo com a Vélo & Territories, o uso de ciclovias pode cair de 30 a 60% em dias chuvosos e aumentar em até +80% durante um fim de semana ensolarado.
► Para comunidades: O cruzamento desses dados com eventos programados permite antecipar o atendimento e adaptar os serviços (manutenção, segurança, sinalização).

Comparar abril a janeiro faz pouco sentido. Para avaliar o impacto de um empreendimento ou monitorar mudanças, é necessário comparar períodos equivalentes: mesmo mês, mesmo dia da semana, condições climáticas semelhantes.
O CEREMA recomenda comparar os dados “antes e depois” ao longo de pelo menos duas semanas por período.
► Para gestores de locais naturais ou turísticos: isso possibilita verificar se um equipamento (estacionamento, trilha, ônibus) realmente atende à evolução do atendimento.

Um pico de público, uma baixa inesperada? Valores atípicos podem revelar usos específicos, pontos de tensão ou oportunidades a serem aproveitadas.
Em uma via verde movimentada, um pico de +150% foi observado em um feriado prolongado. Esse pico levou a repensar o acesso principal, fonte de congestionamento e conflitos de uso.
► Para organizadores de eventos: isso possibilita ajustar entradas e saídas, para reforçar a recepção ou a segurança em dias críticos.

A temporalidade dos fluxos possibilita entender os usos:
O Barômetro de Mobilidade Ativa (SDES) indica que 60% das viagens de bicicleta urbana ocorrem antes das 9h e depois das 17h durante a semana.
► Para planejadores urbanos: essa leitura horária possibilita criar itinerários seguros nos momentos certos.
► Para gerentes de montanha: isso possibilita identificar as áreas onde os trilhos são usados em excesso.

Os contadores bidirecionais permitem distinguir entre viagens e retornos e, portanto, refinar a leitura:
Um gerente de estação observou um atendimento muito assimétrico em um circuito marcado: 80% dos usuários tomaram a direção oposta às marcações. Resultado: uma reconfiguração da partida simplificou os fluxos.

Uma média anual pode esconder o essencial:
Uma média de 400 passes/dia pode dar a ilusão de uso regular, enquanto a realidade mostra picos críticos, fontes de tensão ou sobrecarga ocasional.
► Para gerentes de espaços verdes: É melhor raciocinar em intervalos de tempo ou dias específicos para ajustar a manutenção, a segurança ou o equipamento.

Os dados são valiosos, mas nunca substituem a observação real:
Uma comunidade descobriu, graças a uma queda repentina nos fluxos, que uma travessia informal havia sido fechada sem comunicação. O atendimento se recuperou após a reorganização e adaptação da sinalização.
► Envolva agentes técnicos, gerentes de sites ou usuários enriquece a leitura e valida hipóteses.

Analisar adequadamente a frequência significa transformar dados brutos em decisões informadas.
Para autoridades locais, gerentes de locais naturais ou culturais e operadores de mobilidade, é uma alavanca para:
✅ Planeje melhor
✅ Adaptando serviços
✅ Justifique investimentos
✅ Melhore a qualidade de uso
Da coleta à interpretação: contagem, análise, visualização.
Transformamos seus fluxos em alavancas de gerenciamento.
📩 Quer discutir isso? Entre em contato conosco.
🧠 Para gerenciar bem um território, você deve começar entendendo-o.


