

Desde 2024, o município de Bussang monitoriza a afluência a dois dos seus locais de natureza no Maciço dos Vosges — a rando ferrata da nascente do Mosela e o chalé nórdico Luc Colin — com dois contadores Kiomda. O objetivo é dimensionar as infraestruturas, a começar pelo estacionamento, com base em dados, em vez de impressões, e consolidar estes dados à escala do maciço.
Em Bussang, a primeira via ferrata dos Vosges paira sobre a nascente do Mosela, a 715 metros de altitude. Abaixo, um grande estacionamento de terra batida. A questão, para o município, resumia-se a uma frase: deve ser remodelado na totalidade, ou apenas em parte?
Sem dados de afluência, age-se com base na intuição — e a intuição, num local de montanha, engana-se muitas vezes quanto à época. Remodelar todo o estacionamento é caro e pode ser inútil; remodelar apenas uma parte implica saber quantos veículos realmente param lá, e quando. É exatamente aí que um contador se torna uma ferramenta de decisão.
« Utilizamo-lo para a rando ferrata, para ter os dados de afluência e organizar o estacionamento em conformidade. Há um enorme estacionamento de terra batida, mas talvez remodelar tudo não seja necessário. »
— Sébastien Colin, Município de Bussang
O segundo contador monitoriza um pouco mais adiante, no chalé Luc Colin, no planalto de Rochelotte: um local com dupla vida, esqui de fundo e raquetes de neve no inverno, BTT no verão. Duas estações, dois públicos, um único local a compreender. Desde 2024, os dois dispositivos registam as passagens de peões em intervalos de quinze minutos — o suficiente para ler não só quantos, mas quando.
Estes dados não ficam em Bussang. O município não adquiriu os seus contadores sozinho: respondeu a um concurso da Região Grand Est, dedicado à monitorização da afluência aos espaços naturais e turísticos do Maciço dos Vosges. Contar, aqui, não é apenas um gesto local — é uma peça de um puzzle maior.
« Adquirimos os contadores através do concurso da Região, para consolidar os dados à escala do território. Envio os dados ao nosso contacto regional, está mencionado no acordo de financiamento. »
Os dados circulam, portanto, para a Região, onde uma responsável de projeto os analisa, e para o posto de turismo, que os recebe em bruto assim que os solicita. Uma mesma contagem, partilhada do município ao maciço: é muitas vezes a esta escala que a afluência faz todo o sentido.
Quanto à ferramenta em si, o feedback é claro — e o que agrada não é a proeza técnica, mas o facto de tudo estar onde se espera.
« É bom, é completo, com gráficos bidirecionais, exportações para Excel. Há muitas coisas. »
Questionado sobre o que seria preciso melhorar, Sébastien Colin não encontra nada a apontar de imediato. A nota é: 9 em 10, « para não dizer 10 — há sempre uma pequena margem para melhoria ». Uma forma cortês de manter a exigência em aberto.
E a história não termina aqui. Outros locais do maciço ainda precisam ser equipados; o município já antecipa, dentro de dois ou três anos, novas necessidades — ao ritmo, como muitas vezes acontece, dos financiamentos regionais. Uma vez estabelecido o primeiro dado, rapidamente se encontra o próximo necessário.